quinta-feira, 20 de março de 2008

De Corumbau a Salvador - Parte 1

O Hostel da foto era bonitinho e charmoso.
O Hostel que estava à nossa frente era medonho.


Tudo bem que estava em reforma, mas não tinha nada de simpático. Decidimos ficar, afinal, as malas estavam pesadas e não estava a fim de ficar rodando por uma cidade desconhecida no meio da noite para procurar onde ficar.


>>Hospedar em Hostel é muito legal. Por um custo relativamente baixo comparado a hotel, temos a oportunidade de conhecer gente do mundo todo, jovens de 20 a 30 anos, em sua maioria. Ok, os quartos são coletivos, mas há armários individuais e cofre.


Quando estava me arrumando para dar uma volta em Porto Seguro, entrou o meu roommate.

- Hi!
- Hi. What's your name?
- Giulio. And you?
- Daygo, nice to meet you. Where are you from?
- Italia! And you?
- São Paulo. How long have you been here, in Porto Seguro?
- Cheguéi oggi, una hora antes de vocé.


E começamos a falar em portunhol misturado com italiano. Ele já tinha jantado, mas o convidamos para dar uma volta pela cidade conosco.


Jantamos na Passarela do Álcool, admirando o eclipse total que ocorreu naquela noite, dia 20 de fevereiro.


>>>Sei que é início da viagem, mas se você quiser comprar presentes, vá lá na Passarela do Álcool. Tem mais variedades e preços mais baixos que Salvador. Juro!


Mas jantar por lá é um saco. Primeiro porque fomos abordados por um exército de pedintes. Primeiro, vieram os meninos de rua, dignos de Oscar. Choravam tão convicentemente por trocados!


Depois vieram os artesãos. Lá é moda um cara fazer grilos e rosas com folhas de palmeira e dar para uma garota - no caso, a Déia. E diz aceitar qualquer valor, mas quando pagamos R$2,oo, fica indignado e diz que estamos desprezando a arte dele. Pagamos R$ 5,00 porque ficamos encantados com a rapidez e a perfeição. Mas depois de 2 semanas na Bahia, vimos que isso é uma espécie de praga...toda cidade que fomos tinha uma garota segurando uma rosa e um grilo de folha...


Por último vieram os mágicos, com baralhos e truques encantadores. Mas já estávamos meio putos de sermos interrompidos a cada garfada. E falamos que estávamos sem dinheiro.


Durante o jantar, descobri que só haviam 5 pessoas hospedadas naquele hostel: eu, Déia, Giulio e um casal já de meia idade.


Mico total! Giulio disse que veio de Arraial D'Ajuda e que lá estava bom, bombando de gente interessante e que o Hostel de lá era lindo e super animado. Conhecer Arraial estava em nossos planos mesmo... então decidimos que ficaríamos só aquela noite em Porto Seguro.


Vimos que como era baixa temporada, haveria só uma festa por dia na cidade, e que a do dia era no Bahamares, ou algo do tipo. R$30,00 de entrada.


Nem a pau! A viagem era low cost e eu preferiria pagar isso numa bela moqueca de camarão ou lagosta. Mas Déia e Giulio estavam empolgadíssimos.


- Eu tenho que ir para uma balada em Porto Seguro! - dizia ela - Deve ser a única coisa boa que tem por aqui!


Eu não estava em vibe de balada, muito menos de axé.


Acompanhei os dois até o ponto de ônibus e voltei para o Hostel. Achei melhor dormir, descansar e pegar praia no dia seguinte.

Um comentário:

Anônimo disse...

legal!